Todos esse embargo comercial imposto pela UE contra a carne brasileira, alem de gerar imensos prejuízos aos produtores e a economia nacional, podem levar a reflexões e conclusões que num todo sejam altamente positivas. O fato principal a ser levado em conta, nesta reflexão, é que o Brasil é maior produtor de carne bovina, atualmente, no mundo. Existem muito mais bois vivendo em território nacional, do que própriamente gente. A população bovina já passou em muito a casa dos 200 milhões. São mais de 200 milhões de cabeças que demandam terreno, alimentação, água e finalmente florestas. Sim, pois como todos sabemos, atualmente, a agropecuária, a soja e a cana, são os maiores vetores de desmatamento por queimadas.
Portanto, esta economia, que hoje nos parece altamente rentável e interessante pode ser motivo de nossa tragédia final. O que no momento nos proporciona lucros recordes, melhora nossa balança comercial e acaba com nossas dívidas, amanhã pode ser nossa maior dor de cabeça. Nossa próxima dívida será com as gerações futuras, filhos e netos que habitarão um mundo em crise climática. Uma dívida muito mais difícil de ser paga, talvez impagável. A herança que lhes será legada, serão florestas destruídas, atmosferas irrespiráveis, solos totalmente inférteis e um calor infernal. Na minha visão, é hora do Ministro da Agricultura, dr. Reinhold Stefanes, e a Ministra do Meio Ambeinte, dra. Marina SIlva, aproveitarem o momento de crise para traçarem novas estratégias, que conciliem definitivamente seus interesses divergentes. Afinal de contas o que será melhor para o Brasil, vender muito agora e faltar depois, ou ser um comedido e responsável neste momento para num futuro respirarmos aliviados, e em paz?
Rio de Janeiro, 7 de Fevereiro de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
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