sexta-feira, 25 de abril de 2008

Série Cartas: Acidente Nuclear Brasileiro

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, parace estar para lá de realizado com suas investidas em alianças com o governo francês. Promete-se a melhoria nos equipamentos bélicos de nossas forças armadas alem de uma cooperação para a criação do primeiro submarino nuclear nacional. Mais do que isso a aliança promete ser inovadora por permitir a transferência de tecnologia para nosso país, criando com isso um suposto avanço científico para o Brasil. Ora, não vejo avanço nenhum nesse tal submarino nuclear, apenas retrocesso e provincianismo. Essa é uma tecnologia já antiga, há muito dominada pelos países desenvolvidas, por tanto, não tem nada de inovadora.
Tanto que a energia nuclear na própria França, bem como na Alemanha e outros países tecnologicamente desenvolvidos, estão em processo de total decadência. Apesar de não criar a mesma emissão de CO2 que as termelétricas a carvão criam, os reatores nucleares são carissimos de construir e manter. Geram uma enorme quantidade de perigosíssimo lixo radioativo, e representam risco a saúde geral. Pior ainda essas coisas flutuando sob o mar, já consigo imaginar o terror de kilos de césio, uranio e plutônio contaminando irremediavelmente nosso tão precioso litoral. Acho que se o Ministro da Defesa tivesse real interesse em ajudar as políticas de segurança nacional, ele estaria investindo em desarmamento, e não nesse tola e retrograda militarização por energia atômica.

Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2008

Nenhum comentário: